Quem procura por onde começar a fazer UGC no Brasil esbarra nas duas, e a pergunta que aparece é sempre a mesma: qual delas paga melhor?
A resposta exige um passo atrás, porque elas não fazem a mesma coisa. São os dois modelos opostos do mercado, e a diferença entre eles muda quanto você ganha, quando ganha e o que sobra do seu trabalho depois que a campanha acaba.
As informações sobre a Noovid neste texto vêm das páginas públicas e da central de ajuda deles, consultadas em agosto de 2026. Regra de plataforma muda — se você estiver lendo isto muito depois, confira na fonte.
A diferença em uma frase
Na Noovid, a marca escolhe você. Na Social Buzz, você escolhe a campanha.
Todo o resto decorre daí.
Na Noovid o criador monta um perfil com portfólio e se candidata a projetos; a marca contrata o vídeo, e o criador entrega o arquivo, com os direitos de uso indo para quem pagou. É um banco de criadores.
Na Social Buzz existe um mural de campanhas abertas, com valor, forma de pagamento, redes aceitas e quanto resta de orçamento escritos na tela. Você aceita a que quiser e publica no seu próprio perfil. É uma plataforma de campanha.
O que isso muda para você
1. Você começa hoje, ou você espera
Este é o ponto que mais separa os dois na prática.
No modelo de candidatura, montar o portfólio é o começo de uma fila. Você faz o seu trabalho — perfil, exemplos, apresentação — e depois espera alguém te escolher. Pode ser rápido. Pode não vir.
No mural de campanhas, não há intermediário entre a sua decisão e o trabalho: as campanhas abertas estão lá, com as vagas que restam. Você aceita e grava. A primeira entrega paga de quem chega hoje pode ser desta semana, e não depende de ninguém aprovar o seu perfil antes.
Nada substitui poder trabalhar quando você decide trabalhar.
2. O teto: pagamento por peça tem um; por desempenho, não
Pagar por vídeo é simples e tem um limite embutido — o valor do vídeo. Entregou, recebeu aquilo, acabou. Um vídeo que alcança 500 pessoas e um que alcança 500 mil valem o mesmo.
A Social Buzz também tem valor fixo, para quem quer previsibilidade. Mas tem outras três contas, e é nelas que o teto some:
| forma | você recebe |
|---|---|
| valor fixo | um valor por vídeo aprovado |
| por mil views (CPM) | proporcional ao alcance que o seu vídeo teve |
| por clique (CPC) | por visita que o seu link levou |
| por cadastro (CPL) | por pessoa que se cadastrou pelo seu link |
Um vídeo que estoura no CPM rende múltiplas vezes o que qualquer valor por peça pagaria — e são as quatro contas que decidem isso, não o tamanho do seu perfil. Quem entrega bem tem para onde crescer dentro da mesma campanha.
3. O trabalho fica com você, ou some no anúncio da marca
Entregar arquivo significa que o vídeo vai para os canais da marca. É trabalho pago e legítimo — e, terminada a entrega, não sobra nada seu. Nenhum seguidor novo, nenhum comentário, nenhum vídeo no seu feed para o próximo contratante ver.
Publicando no seu perfil, cada campanha faz duas coisas ao mesmo tempo: paga você e alimenta o seu perfil. O portfólio deixa de ser uma pasta que você monta para se candidatar e passa a ser o seu próprio feed, construído por trabalho pago.
Em um ano de entregas, os dois modelos deixam saldos muito diferentes.
4. Você sabe o valor antes de gravar
No mural, o valor, a forma de pagamento e o prazo de apuração estão na página da campanha antes do aceite — junto com quanto resta de orçamento, que é a informação que costuma faltar em todo lugar.
Não existe o passo de se candidatar sem saber se vai ser escolhido, nem de montar apresentação para uma vaga que pode não vir.
5. O número que vira dinheiro não sai de print seu
As visualizações são lidas da publicação pública, automaticamente. Nós não dependemos de um print que você manda para decidir quanto pagar — e você não depende de alguém acreditar no seu print.
Print existe onde a prova não pode ser outra: story, que some em 24 horas. Ele serve como prova de que a publicação existiu, nunca como fonte do número.
6. Recebimento semanal, e a parte chata resolvida
Na Social Buzz o lote de pagamento fecha toda segunda de manhã, e o saque sai por PIX na sua chave a partir de R$ 100. Pagamento quinzenal, em datas fixas, é o padrão do mercado — semanal é mais frequente que isso.
E o que trava muita gente já vem resolvido: recebendo como pessoa física, o imposto é retido na fonte e recolhido no seu CPF, sem você emitir nada. Como pessoa jurídica, a conta tem todos os dados do tomador prontos para copiar na nota. Não precisa de MEI nem CNPJ para começar.
O comparativo, lado a lado
| Banco de criadores (Noovid) | Plataforma de campanha (Social Buzz) | |
|---|---|---|
| Quem decide | a marca escolhe você | você escolhe a campanha |
| Para começar | montar portfólio e aguardar | aceitar uma campanha aberta |
| O que você entrega | o arquivo de vídeo | publicação no seu perfil |
| Como paga | por vídeo | fixo, por mil views, por clique ou por cadastro |
| Teto de ganho | o valor do vídeo | o desempenho do vídeo |
| Depois da entrega | o vídeo é da marca | o vídeo continua no seu perfil |
| Valor conhecido | ao ser contratado | antes de aceitar |
| Recebimento | quinzenal, dias 15 e 30 | semanal, lote fecha segunda |
Quando a Noovid é a escolha certa
Existe um caso em que ela serve e nós não, e vale dizer com clareza: quem não quer publicar publicidade no próprio perfil.
Tem gente que usa o perfil só para a vida pessoal, ou que tem um trabalho em que
publicar #publi não pega bem, ou que simplesmente prefere gravar e entregar o
arquivo sem que nada apareça no feed. Para essa pessoa, o modelo de banco de
criadores é o modelo certo — e o nosso, que depende de publicação, não tem o que
oferecer.
Se é o seu caso, vá lá. O texto fez o trabalho dele.
Dá para usar as duas
E, para quase todo mundo, é o que faz mais sentido.
Não há exclusividade em nenhum dos dois modelos. Estar nos dois significa portfólio rodando de um lado enquanto você aceita campanha aberta do outro — e campanha aberta tem vaga limitada, o que torna caro depender de uma fonte só.
O que não vale é aceitar mais do que você entrega. Prazo perdido conta contra você nos dois.
Por onde eu começaria
Se você está começando agora e quer a primeira entrega paga o mais rápido possível, comece pelo mural: aceite uma campanha de valor fixo, entregue, e use esse primeiro trabalho — que já é pago e já está publicado no seu perfil — como portfólio para tudo o mais que vier depois.
É o caminho mais curto entre não ter feito nada e ter sido pago por uma marca.
As campanhas abertas mostram valor, forma de pagamento, redes aceitas e orçamento restante antes de você aceitar. Não há convite, não há seleção, e não há piso de seguidores da plataforma.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre a Noovid e a Social Buzz?
São os dois modelos opostos de UGC. A Noovid é um banco de criadores: você monta um portfólio, se candidata a projetos, e a marca escolhe quem contrata — o que você entrega é o arquivo de vídeo, e os direitos de uso vão para a marca. A Social Buzz é uma plataforma de campanha: existe um mural de campanhas abertas com valor e regras escritos, você escolhe qual aceitar e publica no seu próprio perfil. Numa a marca escolhe você; na outra você escolhe a campanha.
Qual das duas paga mais para o criador?
Depende de qual teto você quer. Pagamento por vídeo é previsível e limitado ao valor da peça: um vídeo com 500 visualizações e um com 500 mil valem o mesmo. A Social Buzz também paga por vídeo, mas tem outras três formas — por mil visualizações, por clique e por cadastro — em que o ganho acompanha o desempenho, e um vídeo que alcança muita gente rende múltiplas vezes o valor de uma peça.
Preciso escolher uma só?
Não. Não há exclusividade em nenhum dos dois modelos, e estar nos dois é o que faz mais sentido para a maioria: o portfólio fica rodando de um lado enquanto você aceita campanhas abertas do outro. Campanha aberta tem vaga limitada e prazo, então depender de uma fonte só é caro.
Quando a Noovid é a melhor opção?
Quando você não quer publicar publicidade no seu próprio perfil — porque usa o perfil só para a vida pessoal, porque o seu trabalho não combina com isso, ou porque prefere gravar e entregar sem que nada apareça no seu feed. Nesse caso o modelo de banco de criadores é o certo, e a Social Buzz, que depende de publicação no perfil do criador, não atende.
Em quanto tempo recebo em cada uma?
Na Noovid os pagamentos aos criadores saem duas vezes por mês, nos dias 15 e 30, depois da aprovação do projeto pela marca. Na Social Buzz o lote de pagamento fecha toda segunda de manhã e o saque sai por PIX na sua chave a partir de R$ 100 — semanal, portanto mais frequente que quinzenal. Nos dois casos o que antecede o pagamento é a aprovação da entrega.