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Começando5 min de leitura

Direito de imagem em UGC — o que a marca pode fazer com o seu vídeo

Você grava, publica, recebe — e o vídeo não desaparece dali. Este texto explica o que uma licença de uso costuma cobrir no mercado de UGC, o que ela nunca cobre sem combinar de novo, e como isso funciona, em termos concretos, aqui na Social Buzz.

Uma dúvida que trava gente boa antes do primeiro cadastro: "se eu gravar, até onde a marca pode usar o meu vídeo depois?" É pergunta razoável — você está aparecendo, com a sua voz e o seu rosto, e ninguém deveria assinar isso sem saber a resposta.

Este texto não é parecer jurídico — é o que costuma valer na prática do mercado de UGC no Brasil, e como isso funciona, especificamente, aqui na Social Buzz. Para contrato com termo fora do padrão, ou disputa concreta, a orientação de sempre vale: fale com um advogado.

A ideia central: licença, não venda

Quando você publica um conteúdo pago numa campanha, o que normalmente acontece não é transferir a autoria do vídeo para a marca. É conceder a ela uma licença de uso — o direito de usar aquele conteúdo específico, de um jeito combinado, por um tempo combinado. Você continua sendo o autor. A marca ganha permissão, não propriedade.

Essa distinção importa porque muda o que pode ser cobrado depois. Licença tem limite — de prazo, de finalidade, de onde pode circular. Cessão total de direitos não teria nenhum desses limites, e é isso que separa um contrato de UGC razoável de um abusivo.

O que uma licença de UGC costuma cobrir

Três usos aparecem quase sempre, em qualquer plataforma séria do setor:

  1. Divulgação da própria campanha — a marca pode reproduzir e exibir o seu vídeo nos materiais daquela campanha específica.
  2. Perfis oficiais — a marca (e a plataforma que intermediou) pode compartilhar o conteúdo nos próprios canais.
  3. Relatório de resultado — a marca pode usar as métricas e o resultado do seu vídeo em relatórios internos, para provar que a campanha funcionou.

Na Social Buzz, isso está escrito nos Termos de Uso, com três limites que valem para toda campanha: a licença é não exclusiva (você pode publicar em outra campanha, em outra marca, à vontade), sem custo adicional além do que a campanha já paga, e por prazo fixo de 12 meses contados da publicação — depois disso, a licença se extingue, e o uso continuado depende de acordo novo.

O que uma licença de UGC não cobre — a menos que você concorde de novo

Duas coisas ficam de fora por padrão, e são exatamente as que mais geram surpresa depois:

Uso em mídia paga. Impulsionar o seu vídeo como anúncio — pagar para ele aparecer para quem não te segue — é um uso diferente de publicar organicamente. Precisa de concordância expressa e específica, separada da licença padrão. Se uma marca quer rodar o seu vídeo como anúncio, isso é conversa nova, e normalmente vem com remuneração nova.

Alteração que distorça o sentido. Cortar, recortar ou reeditar um vídeo de um jeito que muda o que você disse ou como você apareceu não está coberto por uma licença de uso comum. A marca pode usar o vídeo como ele é, não reescrevê-lo.

Se um contrato que você está prestes a assinar não menciona nenhum desses dois limites — ou pior, diz explicitamente que "todo uso, incluindo mídia paga, está incluído" sem remuneração adicional — isso é fora do padrão do mercado, e vale ler com atenção redobrada antes de aceitar.

E se outro criador publicar um vídeo que eu gravei?

Isso existe, mas nunca por padrão — só quando você autoriza, vídeo por vídeo. No formato de campanha "vídeo aprovado antes de publicar", ao enviar cada vídeo você escolhe se autoriza que outro criador publique esse mesmo vídeo por conta própria, em campanha da mesma marca. Se você autorizar, o outro criador recebe a remuneração da própria participação dele — e você não recebe nada a mais por isso, porque a remuneração da sua entrega já cobre o que você gravou. Essa marcação é sempre opcional, é por vídeo (não vale para os que você já enviou nem para os futuros), e some sozinha ao final de 12 meses, junto com a licença.

Em uma linha

O vídeo continua seu. A marca compra o direito de usar aquele conteúdo específico, do jeito combinado, pelo tempo combinado — não o direito de fazer o que quiser com ele para sempre.

Perguntas frequentes

A marca pode usar meu vídeo de UGC para sempre?

Não deveria, e na Social Buzz não pode: a licença de uso tem prazo fixo de 12 meses a partir da publicação. Passado esse prazo, o uso do vídeo exige um novo acordo. Contrato sem prazo nenhum de expiração é sinal de alerta.

A marca pode transformar meu vídeo em anúncio pago sem me avisar?

Não. Uso em mídia paga (impulsionamento, tráfego pago) é um uso diferente de publicação orgânica, e precisa da sua concordância expressa e específica — não vem incluído automaticamente na licença padrão de uma campanha de UGC.

Eu perco os direitos do vídeo quando publico numa campanha?

Não. Você concede uma licença de uso, não transfere a autoria. O vídeo continua seu, e você pode reutilizá-lo em outras campanhas e em outras marcas — a licença que você dá é não exclusiva.

A marca pode editar o meu vídeo do jeito que quiser?

Não sem combinar. Uma licença de uso comum não autoriza alteração que distorça o sentido do que você gravou ou disse. A marca pode exibir o vídeo como ele é, não reescrevê-lo.

Outro criador pode publicar um vídeo que eu gravei?

Só se você autorizar, especificamente, vídeo por vídeo — e só existe essa possibilidade no formato de campanha em que o conteúdo é aprovado antes de alguém publicar. Fora desse formato, ninguém além de você publica o que você gravou.


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