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Dinheiro5 min de leitura

Quanto ganha um criador de UGC no Brasil

Não existe um número. Existe uma conta — e ela muda conforme a marca paga por vídeo, por views, por clique ou por cadastro. Este texto mostra as quatro contas.

Toda vez que alguém pergunta quanto se ganha fazendo conteúdo para marcas, a resposta honesta começa com outra pergunta: pago como?

Porque "R$ 50" e "R$ 15" podem ser a mesma campanha rendendo valores muito diferentes para duas pessoas. Um é por vídeo entregue. O outro é por mil visualizações. Quem não entende a diferença aceita a campanha errada.

As quatro contas

Valor fixo — você sabe antes de gravar

A marca paga um valor por vídeo aprovado. Se combinou R$ 60, você recebe R$ 60, tenha o vídeo 500 ou 50 mil visualizações.

A conta: valor × número de vídeos aprovados.

É o formato mais previsível e o melhor para quem está começando, porque não depende de alcance. É também o que costuma ter vaga limitada: a marca sabe exatamente quanto vai gastar, então define quantas pessoas entram.

Por mil views (CPM) — o teto é maior, o piso é zero

A marca paga um valor a cada mil visualizações. R$ 15 por mil views significa que um vídeo com 40 mil views rende R$ 600.

A conta: (views ÷ 1.000) × valor.

Aqui o resultado depende do vídeo. Um post que não engaja rende pouco. Um que viraliza rende muito mais que qualquer valor fixo. Duas coisas que quase ninguém confere antes de aceitar:

  • até quando as views contam. Costuma haver um prazo — 7 dias, 14, 30. O que entra depois do corte não é pago.
  • quanto sobra de orçamento. A campanha tem uma verba total. Se ela já foi quase toda distribuída, o seu vídeo pode chegar quando não há mais o que receber.

Por clique (CPC) — você é pago por quem sai da rede

A marca paga por visita que o seu link levar ao site dela. R$ 0,40 por clique, 500 cliques, R$ 200.

A conta: cliques × valor.

Os cliques são contados pelo nosso próprio redirecionador, não por encurtador nem por número que alguém informa, e param de contar na data de corte da campanha. Rende para quem tem público que age — que abre o link em vez de só assistir. Costuma converter mais fácil que o cadastro, porque a pessoa só precisa clicar, não preencher nada.

Por cadastro (CPL) — quando o que importa é a ação

A marca paga por pessoa que se cadastra pelo seu link. R$ 5 por cadastro, 40 cadastros, R$ 200.

A conta: cadastros × valor.

Rende bem para quem tem audiência que confia — o número de seguidores importa menos que a relação com eles. Um perfil de 3 mil pessoas muito engajadas converte melhor que um de 80 mil pessoas frias.

Um detalhe que muda o seu dinheiro: no cadastro e no clique a entrega é um story com link rastreável, e você manda o print da tela de métricas dele. É esse print aprovado que solta o valor no fechamento. Cadastro que entrou sem print aprovado fica esperando.

Por que não existe "a média do mercado"

Porque a mesma pessoa ganha valores completamente diferentes dependendo de três coisas que não têm nada a ver com tamanho de audiência:

1. O formato de pagamento que ela escolheu. Quem tem alcance alto e inconstante ganha mais no CPM. Quem tem alcance modesto e estável ganha mais no valor fixo. A mesma campanha, duas pessoas, dois resultados.

2. Quantas campanhas ela faz. Fazer uma campanha por mês e fazer quatro é a diferença entre um extra e uma renda. E as campanhas de valor fixo costumam ser as que dão para acumular, porque não dependem de um vídeo estourar.

3. Se ela entrega no prazo. Campanha tem janela. Vaga esgota, orçamento acaba. Quem demora três semanas para gravar perde as melhores.

O erro mais caro de quem está começando

Recusar campanha de valor fixo porque "paga pouco".

Um vídeo de valor fixo de R$ 50 entregue toda semana são R$ 200 no mês, com certeza. Um CPM de R$ 20 por mil views precisa de 10 mil views para pagar os mesmos R$ 200 — e não há garantia nenhuma de que virão.

O fixo é o piso. O CPM é o teto. Quem está construindo audiência precisa dos dois: o fixo paga as contas enquanto o alcance não vem, e o CPM aproveita quando ele vem.

O que dá para fazer hoje

Se você tem perfil ativo no Instagram, TikTok, YouTube ou Kwai, dá para começar sem convite. Piso de seguidores existe em algumas campanhas — é escolha de cada marca, não regra da plataforma —, e a maioria não tem nenhum. As campanhas abertas do Social Buzz mostram o valor, a forma de pagamento, a exigência de audiência quando há, e quanto resta de orçamento antes de você aceitar — que é exatamente a informação que costuma faltar.

Ver campanhas abertas

Perguntas frequentes

Quanto ganha um criador de UGC no Brasil?

Não existe uma média — existem quatro contas. No valor fixo, valor × vídeos aprovados. No CPM, (views ÷ 1.000) × valor: R$ 15 por mil views num vídeo de 40 mil views são R$ 600. No clique, cliques × valor. No cadastro, cadastros × valor. A mesma pessoa ganha valores muito diferentes conforme o formato que aceita, quantas campanhas faz e se entrega no prazo.

Qual forma de pagamento rende mais?

O valor fixo é o piso e o CPM é o teto. Um vídeo fixo de R$ 50 por semana são R$ 200 no mês, com certeza; um CPM de R$ 20 por mil views precisa de 10 mil views para pagar os mesmos R$ 200, e não há garantia de que virão. Quem está construindo audiência precisa dos dois.

Dá para viver de UGC?

Depende do volume, não do talento. Fazer uma campanha por mês e fazer quatro é a diferença entre um extra e uma renda, e as campanhas de valor fixo são as que dão para acumular, porque não dependem de um vídeo estourar. O que não existe é renda garantida por estar cadastrado.

O que conferir antes de aceitar uma campanha de CPM?

Duas coisas que quase ninguém confere: até quando as views contam — costuma haver prazo de 7, 14 ou 30 dias, e o que entra depois do corte não é pago — e quanto sobra de orçamento, porque a verba é total e pode já ter sido quase toda distribuída quando o seu vídeo chegar.

Dá para começar hoje, com o perfil que você já tem.

As campanhas abertas mostram o valor, a forma de pagamento e quanto resta de orçamento antes de você aceitar.