Existe uma coisa que surpreende quem entrega o primeiro vídeo: a recusa quase nunca é sobre o vídeo.
Ninguém é reprovado por enquadramento, por iluminação ou por não ser carismático. É reprovado por ter esquecido uma hashtag, por ter o perfil privado, por ter mandado um post que já existia antes de entrar na campanha.
Abaixo estão os oito motivos que a conferência automática usa, o que cada um significa e como evitar. Nenhum deles leva mais de trinta segundos para checar antes de publicar.
1. Publicação não encontrada
O link que você enviou não abre. Na maioria das vezes é porque o post foi apagado, mas também acontece quando o link foi copiado errado — o app de algumas redes copia um link de sessão, que expira.
Como evitar: abra o link numa aba anônima antes de enviar. Se abrir ali, abre para nós.
2. Perfil ou publicação privada
Não há como contar visualizações de um perfil fechado. Não é uma escolha nossa — a informação simplesmente não existe de fora.
Como evitar: deixe o perfil público desde a publicação até o fim do prazo de apuração. Fechar depois de publicado interrompe a contagem no meio.
3. A publicação é de outro perfil
O post não está no perfil que você cadastrou. Acontece com quem tem dois perfis e publica no errado, e com quem cadastrou o handle com um caractere diferente.
Como evitar: confira o
@do perfil cadastrado antes de gravar. Se você mudou de nome de usuário depois de se cadastrar, atualize na sua conta — o handle antigo deixa de bater.
4. Faltou a hashtag obrigatória
A campanha pede uma hashtag específica e ela não apareceu na legenda. Erro comum: escrever a hashtag no primeiro comentário em vez da legenda. Para a conferência, comentário não conta.
Como evitar: hashtag obrigatória vai na legenda, sempre. Ela está listada na página da campanha, em "Obrigatório na publicação".
5. Faltou marcar a marca
Mesma história da hashtag, com a menção — o @ da marca precisa estar na
legenda. Marcar só na foto ou no vídeo não é lido.
Como evitar: copie e cole a menção da página da campanha. Digitar de memória é como quase todo mundo erra uma letra.
6. Faltou identificar como publicidade
Sem #publi (ou equivalente claro), a entrega é recusada. E aqui vale dizer
com todas as letras: isso não é regra nossa, é lei. Publicidade não
sinalizada é problema seu com o CONAR e com o Código de Defesa do Consumidor,
não da plataforma nem da marca.
Como evitar:
#publina legenda, visível sem precisar clicar em "ver mais". Enterrar no meio de quinze hashtags não cumpre a função.
7. A publicação é anterior ao aceite
Você mandou um vídeo que já estava no ar antes de entrar na campanha. Não vale — a marca está pagando por conteúdo feito para ela.
Como evitar: aceite a campanha primeiro, grave depois. Nessa ordem.
8. Não conseguimos ler automaticamente
Nem sempre é culpa sua. A rede pode ter oscilado, o post pode estar num formato que o leitor não alcança. Este é o único dos oito que não vira recusa direta: vai para uma fila de revisão humana.
Como evitar: nada a fazer. Se cair aqui, alguém olha manualmente.
O que isso significa na prática
Sete dos oito motivos são conferíveis em trinta segundos, antes de você clicar em publicar:
- O perfil está público?
- É o perfil que eu cadastrei?
- A hashtag obrigatória está na legenda?
- A marca está marcada na legenda?
- Tem
#publivisível? - Eu aceitei a campanha antes de gravar?
Se as seis respostas forem sim, a chance de recusa cai para perto de zero.
E se for recusado mesmo assim
Você recebe o motivo escrito, não um "reprovado" seco. Na maioria dos casos dá para corrigir a legenda e reenviar dentro do prazo da campanha — hashtag esquecida se resolve editando o post, sem regravar nada.
O que não dá para corrigir é apagar e republicar: o post novo tem data posterior e cai no motivo 7.
Antes de gravar, a campanha passa por um treinamento curto que cobre exatamente esses pontos. Ele existe porque é mais barato para todo mundo avisar antes do que recusar depois.