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Para marcas4 min de leitura

Fixo, CPM, clique ou cadastro — como a marca escolhe o modelo de pagamento

Cada modelo compra uma coisa diferente e falha de um jeito diferente. Um guia para quem monta a campanha decidir antes de gastar.

Escolher o modelo de pagamento de uma campanha de UGC não é decisão financeira. É decisão de objetivo — e é ela que determina o tipo de criador que vai aparecer, o tipo de vídeo que vai chegar e o risco que a marca assume.

O que cada modelo compra

modelo você compra o risco é de quem
Valor fixo peças de vídeo da marca
CPM visualizações do criador
Por clique tráfego no seu site do criador
Por cadastro conversões do criador

Essa terceira coluna é a que costuma passar batido, e é a mais importante.

Valor fixo: quando você precisa de material

Paga-se por vídeo aprovado, independentemente do desempenho.

Use quando o objetivo é encher o banco de criativos — vídeo para rodar em anúncio, para a página de produto, para teste A/B. Aqui você não quer alcance orgânico, quer variedade de rosto, sotaque e cenário.

O risco é seu: você paga mesmo que o vídeo não performe. Por isso o valor fixo pede briefing apertado e aprovação antes do pagamento.

Efeito colateral bom: atrai criador iniciante, que é justamente quem produz o vídeo mais "sem cara de anúncio". Perfil grande costuma ter estética publicitária demais para UGC.

CPM: quando você precisa de alcance

Paga-se por mil visualizações, dentro de uma verba total e de um prazo de apuração.

Use quando o objetivo é topo de funil — lançamento, sazonalidade, reconhecimento. Você quer que muita gente veja, e não importa muito quem gravou.

O risco é do criador: ele grava sem saber quanto vai receber. Isso muda quem aceita — atrai quem já tem alcance e afasta quem está começando.

Três parâmetros que decidem se funciona:

  • A verba total. É o seu teto de gasto e o teto de ganho de todo mundo. Verba pequena com CPM alto acaba em dois vídeos.
  • O prazo de apuração. Views que chegam depois do corte não são pagas. Prazo curto demais faz o criador sentir que foi enganado — e ele conta isso.
  • O teto por publicação. Sem ele, um vídeo viral consome a campanha inteira. Com ele apertado demais, ninguém se esforça.

Por clique: quando você precisa de tráfego

Paga-se por visita que o link do criador levar ao seu site.

Use quando o vídeo precisa terminar em algum lugar — página de produto, catálogo, aplicativo — mas ainda não existe uma conversão limpa de medir. O clique é o primeiro sinal de intenção, e sai mais barato que um cadastro.

O risco é do criador, e menor que no cadastro: ele depende do próprio vídeo convencer alguém a sair da rede, não de a sua página converter depois.

Exija um redirecionador auditável. Clique contado por encurtador genérico ou informado pelo criador não é medição. Precisa ser um link que você consiga cruzar com o seu analytics — senão a fatura vira palavra contra palavra.

Por cadastro: quando você precisa de resultado

Paga-se por pessoa que se cadastra pelo link do criador.

Use quando existe uma ação mensurável no fim: teste grátis, lista de espera, simulação, cupom. Sem isso, não há o que contar.

O risco é do criador, e é o maior dos quatro — ele depende do vídeo e da sua página de destino. Se o formulário for ruim, ele grava e não recebe. Por isso esse modelo só funciona quando a marca já sabe que a página converte.

Cuidado com a atribuição. Link com parâmetro, janela de atribuição definida e regra clara sobre cadastro duplicado. Discussão de atribuição depois do fato é o que mais estraga relação com criador.

A pergunta que resolve a escolha

Se este vídeo tiver 300 visualizações, eu ainda quero ter pago por ele?

Sim → valor fixo. Você quer a peça. Não → CPM ou cadastro. Você quer o resultado.

Dá para combinar

Nada obriga a campanha a ter um modelo só. Um caminho que funciona bem: anunciar a campanha por views, mas permitir que quem prefere receba por cadastro.

Quem tem alcance escolhe views. Quem tem audiência pequena e engajada escolhe cadastro — e entrega conversão que o perfil grande não entregaria. A verba é a mesma; o que muda é o que cada um otimiza.

É assim que as campanhas do Social Buzz funcionam: a marca define a forma recomendada e, se quiser, libera alternativas. O criador escolhe ao aceitar, com o valor congelado na hora.

Quatro erros que custam caro

  1. CPM com verba pequena. Acaba antes de a campanha ganhar tração e deixa criador com vídeo publicado sem receber.
  2. Valor fixo sem briefing claro. Você paga por vídeo que não serve.
  3. Cadastro com página ruim. O criador trabalha de graça e não volta.
  4. Sem teto por criador. Uma pessoa consome a verba de vinte.

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